Assessoria

Por Alan Porto

A educação pública de Mato Grosso vive um momento em que deixou de ser apenas dado ou planilha e estabeleceu um novo horizonte para os alunos do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino.

Para mim, essa é a impressão que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) deixa ao participar do Show Safra Educação, evento paralelo ao Show Safra 2026, durante esta semana, em Lucas do Rio Verde.

Não se trata apenas de ocupar um estande em um grande evento do agro. Trata-se de afirmar, diante dos setores produtivos da sociedade, que a escola pública precisa conversar e convergir com todos os cenários.

E isso faz todo sentido quando a sociedade toma ciência de que as nossas escolas ofertam cursos técnicos com foco em agronomia, agropecuária, logística, biodiesel, administração, entre tantos outros relacionados de forma direta ou indireta ao agronegócio.

Durante décadas, a educação pública foi tratada como algo fechado entre paredes e avaliações. Mas a verdade é que ela sempre foi maior do que isso. Desde 2019 tratamos a Educação como a semente que planta o futuro. Se tornou o elo entre o presente de um estudante e o futuro que ele, muitas vezes, nem sabia que poderia alcançar.

Hoje é diferente. Quando o Estado apresenta cursos técnicos e profissionalizantes dentro da trajetória do Ensino Médio, ele não está só ampliando matrícula. Está ampliando horizonte. E horizonte, para um jovem, vale muito.

Por essa e outras razões, vejo com entusiasmo o avanço da EPT, que projeta alcançar mais de 29 mil alunos apenas na educação profissional em 2026, avançando com 45 cursos para 275 escolas – das 630 unidades da rede – em mais de 100 municípios.

Isso mostra que há um compromisso concreto da Seduc para aproximar a formação escolar das realidades econômicas e sociais de Mato Grosso. E esse ponto me parece essencial.

É imprescindível para um estado como o nosso, com vocação para o agro, para a indústria, para os serviços e para a inovação, já contar com uma educação que acompanhe esse movimento.

Não para transformar o estudante em peça de engrenagem, mas para lhe dar instrumentos de escolha.

Há uma diferença enorme entre empurrar alguém para o mercado e prepará-lo para fazer o seu próprio caminho.

É justamente aí que a política pública do Ensino Médio – que inclui a EPT – ganha força a cada ano na nossa rede estadual de ensino.

Quando o estudante encontra na escola essa conexão entre o que aprende e o projeto de vida que deseja construir, o estudo deixa de ser obrigação e passa a ser propósito.

Acredito e trabalhei muito para que isso se tornasse realidade. E foi fundamental o empenho das secretarias adjuntas, das diretorias regionais e de todos os nossos servidores no chão da escola.

Estabelecemos uma educação pública que planta o futuro por meio de conteúdo de qualidade, mas também desperta autonomia, confiança e direção aos jovens estudantes.

Um modelo de ensino que forma para o trabalho sem abandonar a cidadania, a dignidade e o sonho de cada adolescente.

No fim das contas, mostramos que investir na juventude é a forma mais séria de desenvolver ainda mais nosso Mato Grosso.

Entendemos isso e começamos a colher o amanhã ainda hoje. Esse é o nosso propósito na Seduc e o que mostramos no Show Safra Educação 2026.

Alan Porto é secretário de Estado de Educação de Mato Grosso

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do News MT.

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