Oministro da Agricultura e Pecuária, senador licenciado por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), comemorou a aprovação provisória, pelos países da União Europeia, do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Para ele, trata-se de um “dia histórico” para o multilateralismo, que abre oportunidades para o agronegócio brasileiro.
A sinalização favorável dos países da União Europeia abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com o apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França.
“É um acordo histórico. A diplomacia brasileira, liderada pelo presidente Lula, fez um trabalho espetacular. O agro brasileiro ganha muito com a celebração do acordo, que gera oportunidades de negócios para o agro do Brasil e, consequentemente, para os brasileiros. Agora, o Mercosul e a União Europeia formam o maior bloco econômico do mundo”, disse Fávaro, em entrevista ao , nesta sexta-feira (09), destacando a expectativa de formalização definitiva já na próxima semana.
Quando o acordo entra em vigor?
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia só passa a valer após a conclusão dos processos formais de aprovação nos dois lados.
Após a oficialização do resultado pelo Conselho Europeu, está prevista a assinatura do tratado entre as partes, o que deve ocorrer na próxima semana.
A partir daí, começa a etapa de internalização do acordo, que é feita individualmente por cada país do Mercosul. No Brasil, o texto é enviado para aprovação do Congresso Nacional. Em seguida, o acordo é sancionado pelo presidente da República.
Do lado europeu, o Parlamento Europeu também deve validar o tratado.
Somente depois de concluída a internalização, tanto no Brasil quanto na União Europeia, é que o acordo entra em vigor.
Como cada país do Mercosul tem seu próprio processo, a entrada em vigor pode ocorrer em datas diferentes entre os membros do bloco. (Com informações do G1)
(Rdnews)

