Fotos: SECOM/VG

A realidade da assistência ao parto em Várzea Grande está prestes a mudar de forma definitiva, e para melhor! A nova maternidade do Município surge como um divisor de águas ao ampliar, modernizar e qualificar a estrutura destinada ao atendimento exclusivo materno-infantil, encerrando um histórico de limitações físicas e operacionais que, por anos, obrigaram gestantes a buscar atendimento fora da cidade, principalmente, nos casos de maior complexidade.

De forma contundente, a nova estrutura sai de 28 leitos, para 128 – 100 leitos a mais – uma expansão de atendimento e acolhimento de quase 300%, exclama a prefeita Flávia Moretti (PL).

Atualmente, a rede municipal não dispõe de uma estrutura hospitalar capaz de absorver a demanda de partos de gestantes de médio e alto risco. Essa lacuna faz com que mulheres, mesmo acompanhadas pela Atenção Básica do Município durante toda a gestação, precisem ser encaminhadas para Cuiabá no momento do parto.

A nova maternidade será construída em um terreno de 10 mil metros quadrados, no bairro Petrópolis, região do Chapéu do Sol, e já se encontra na fase de terraplanagem. O investimento é de R$ 103 milhões, por meio do Novo Parque da Saúde.

A unidade hospitalar foi planejada justamente para mudar esse cenário. O projeto prevê uma unidade moderna, com ambientes amplos, fluxo adequado de atendimento, equipamentos importantes que um hospital precisa e condições técnicas para garantir partos mais seguros, humanizados e resolutivos. A estrutura permitirá não apenas o atendimento de partos de risco habitual, mas também a ampliação da capacidade para casos mais complexos, fortalecendo a autonomia do município na área da saúde.

REALIDADE – Essa mudança estrutural representa, na prática, o fim de uma realidade vivida por mulheres como Carla Freitas, paciente de alto risco. Moradora de Várzea Grande, gestante de cinco meses, ela vai precisar ser encaminhada para Cuiabá para dar à luz por não haver uma estrutura que ela e o bebê precisam para o momento do parto.

“Se essa maternidade já existisse, eu iria ter meu bebê aqui, perto da minha rede de apoio, teria um bebê de fato, várzea-grandense. Como é uma gestação de risco, não vou ter essa opção. A gente se sente insegura, longe de casa, longe de quem dá apoio, pois a logística familiar fica comprometida”, relatou Carla.

TRANSFORMAÇÃO PARA MELHOR – Atualmente, a maternidade do Município realiza entre 100 e 120 partos por mês, entre normais e cesarianas. No entanto, conforme explica a superintendente da Rede Cegonha, Débora Gusmão, a estrutura existente é limitada para atender à demanda da cidade.

“Hoje, contamos apenas com duas salas de parto normal e duas salas cirúrgicas, além de uma unidade extremamente pequena, com apenas 28 leitos. Com a nova maternidade, que terá 128 leitos – 100 leitos a mais – acreditamos que o número de nascimentos e atendimentos às mães de Várzea Grande vai triplicar”, afirmou.

Débora destaca que o novo espaço vai garantir condições reais para o parto humanizado e para o cuidado integral da mulher e do recém-nascido. “Será uma maternidade robusta, com muito mais estrutura, espaço e segurança para oferecer um atendimento digno às mães e aos bebês”, completou.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, lembra que hoje cerca de 50% das gestantes de Várzea Grande precisam se deslocar até Cuiabá para dar à luz. “Mesmo indo para outro município, essas mulheres continuam dependendo do pré e do pós-operatório aqui. A nova maternidade é um sonho antigo da população e da atual gestão. Vamos sair de 28 leitos para 128 leitos, com uma estrutura completa e preparada para acolher nossas gestantes”, ressaltou.

A obra, considerada uma das mais importantes da história recente do Município, está sob acompanhamento direto da equipe técnica da Prefeitura é integra o hall de projetos destravados pela gestão Flávia Moretti, no seu primeiro ano de mandato.

Para o superintendente de Obras, da Secretaria Municipal de Saúde, Michael Alves, o compromisso vai além da construção física. “Essa obra representa cuidado, futuro e vida. Nossa equipe vai acompanhar cada etapa de perto, com muito zelo e responsabilidade, porque sabemos que aqui não estamos levantando apenas paredes, mas construindo um espaço onde mães serão acolhidas e novas histórias vão começar”, afirmou.

A unidade contará com 128 leitos, além de UTI Neonatal, UTI Pediátrica e UTI Materna, central de parto normal, salas de parto humanizado, sala canguru, banco de leite humano, cartório civil, três salas cirúrgicas, exames de imagem e diagnóstico, ambulatórios, leitos de observação e áreas específicas para atendimento de alto risco.

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) ressaltou que o avanço é resultado da união de esforços. “É com parceria, é com ação conjunta que a gente torna realidade os direitos da nossa população”, declarou.

Com a nova maternidade, Várzea Grande começa a escrever uma nova história: a de mães que não precisarão mais sair da cidade para dar à luz e de bebês que poderão nascer, crescer e criar vínculos desde o primeiro dia em seu próprio Município, de fato e certidão, várzea-grandenses.

(Fotos: SECOM/VG)

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