A 2ª Vara Criminal de Sorriso (MT) aceitou nesta sexta-feira (6) a denúncia contra o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, por suspeita de estupro contra uma detenta dentro da delegacia.

Com isso, o investigador passa a responder ao processo como réu, no Poder Judiciário de Mato Grosso, e o caso segue em segredo. O G1MT tenta localizar a defesa dele.

Na última quinta-feira (12), um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, por meio de exame de DNA, que o investigador teve “conjunção carnal” com a vítima.

Apesar da perícia não citar estupro, o investigador foi indiciado pelo crime, após a conclusão da investigação feita pela própria Polícia Civil, que o representou na Justiça.

Foram feitos dois exames neste caso. O primeiro ocorreu em Sorriso, três dias após os fatos. Na ocasião, não foram identificados sinais externos visíveis de violência. No entanto, o diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, explicou que a ausência de lesões aparentes não é suficiente para descartar a ocorrência de estupro.

O investigador Manoel Batista da Silva foi preso preventivamente no último  dia 1º de fevereiro, suspeito de estuprar uma mulher dentro da delegacia de Sorriso, distnate 423 quilômetros ao norte de Cuiabá.

Segundo a polícia, a vítima estava detida na unidade no momento do crime. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na casa do investigado, no bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram recolhidos pertences funcionais do servidor, como arma de fogo e munições.

Conforme a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado imediatamente após a delegacia receber a denúncia de violência sexual praticada pelo investigador contra a vítima. Com base nos indícios apurados, a instituição representou pelo pedido de prisão preventiva, que foi deferido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

(Fonte: G1MT)

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