Um grande complexo de petróglifos — gravuras pré-históricas talhadas em superfícies de rocha — foi descoberto no fim de janeiro na comunidade de Quebrada Seca, no município de Cedeño, na Venezuela.
Em 19 de fevereiro, Daniel Monteverde, prefeito da cidade, anunciou a descoberta de uma pedra com gravuras em forma de espirais, círculos concêntricos e figuras antropomórficas que representam a visão de mundo dos povos indígenas.
Segundo o Últimas Notícias, um dos principais jornais da Venezuela, Cedeño é conhecido na região como a capital dos petróglifos, principalmente por conta do legado dos povos Chaima e Kariña, chamados de “os protetores das montanhas”.
O complexo fica em uma altitude a 647 metros acima do nível do mar. Estima-se que tenha entre 4.000 e 8.000 anos e seja uma das descobertas arqueológicas mais significativas do país recentemente. Se a datação for confirmada, esses petróglifos podem estar entre as expressões simbólicas mais antigas do leste da Venezuela.
Os símbolos encontrados representam uma conexão com o sol, os ciclos da água e seus ancestrais. A análise técnica revelou ainda que as gravuras têm uma média de 1,24 centímetros de profundidade e 1,71 centímetros de largura. A hipótese dos pesquisadores é de que os antigos artesãos tenham usado pedras abrasivas junto com areia e água, bem como martelos e cinzéis de pedra, para fazer essas incisões de maneira precisa.
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De acordo com a equipe envolvida, a descoberta desses petróglifos fortalece o status da região como um corredor fundamental do trânsito e assentamento no leste da Venezuela, possivelmente servindo como uma passagem estratégica para grupos migratórios durante os períodos Paleoíndio e Mesoíndio, entre 6.000 e 1.700 d.C.
Os povos nativos do país também tem sua arte representada por meio de pinturas rupestres, complexos megalíticos, pedras ou colinas míticas, sulcos, mós, micropetróglifos (placas líticas) e o geoglifos (gravuras monumentais).
(Por Redação Galileu)

