
Arqueólogos da entidade Parks Canada (responsável por proteger o patrimônio natural e cultural do país) descobriram os restos de um naufrágio revelado pelas dunas da Ilha Sable, uma estreita faixa de terra no Oceano Atlântico. Após meses de investigação, os pesquisadores afirmam que os destroços pertencem ao Swift, uma embarcação da Marinha Real Britânica que afundou durante a Guerra de 1812.
Conhecida como o “Cemitério do Atlântico”, a Ilha Sable já registrou mais de 350 naufrágios desde 1583, por ser uma área perigosa para a navegação, devido ao nevoeiro e aos bancos de areia movediça ao seu redor.
Como informado no comunicado oficial do Parks Canada, a descoberta, anunciada ao público esta semana, aconteceu em fevereiro de 2024, quando uma tempestade no local expôs pedaços de madeira e cobre. O metal continha um símbolo usado pela Marinha Real Britânica, conhecido como “seta larga”, e um carimbo de 1810.
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Inicialmente, a hipótese levantada pelos arqueólogos era de que os restos encontrados pertenciam ao HMS Barbadoes, um navio da marinha britânica que também havia naufragado na região. Entretanto, segundo informações da Smithsonian Magazine, a embarcação apresentava dimensões reduzidas e tinha apenas um convés e um mastro, indicando que os destroços eram do Swift.
De acordo com o jornal The Chronicle Herald, a pequena embarcação fazia parte de um comboio de quatro navios, sob o comando do Capitão Thomas Huskisson, que transportava prata, rum, açúcar e prisioneiros de guerra em direção a Terra Nova quando foi atingido por uma tempestade de vento em setembro de 1812.
Segundo a CBC, três navios encalharam na ocasião, mas apenas o Swift apresentou evidências que correspondem aos registros históricos identificados nas escavações recentes.
Após a realização de análises, os pesquisadores puderam confirmar que a madeira da embarcação encontrada era feita de cedro das Bermudas, um material comum na construção de embarcações da época.
“É a primeira vez que conseguimos associar peças de destroços na ilha a um naufrágio específico”, disse Rebecca Dunham, arqueóloga do Parks Canada, ao The Chronicle Herald.
Para garantir a proteção dos destroços e evitar sua decomposição, os arqueólogos documentaram as peças do naufrágio e as cobriram novamente com areia após a catalogação. Agora, o plano é manter o monitoramento do local para o caso de mais materiais serem encontrados ao longo da faixa de areia, além de entender a rotina dos sobreviventes do naufrágio.
Veja abaixo o vídeo da descoberta do naufrágio:
(Por Sarah Macedo)


