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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ficou em cima do muro ao ser questionado sobre qual grupo apoiaria para a disputa pela presidência da Mesa Diretora na Câmara Municipal. Figura marcante na última eleição, que elegeu Paula Calil (PL), o bolsonarista prega cautela nas discussões e diz que torce pelo consenso.

Acontece que, diante da disputa, Abilio conta com dois nomes próximos: Dilemário Alencar, líder de governo, e Paula, que ainda não oficializou suas intenções de reeleição. Apesar de desconversar sobre o apoio, na última semana o gestor já disse que a reeleição de Paula seria “histórica” e torce por isso.

Na quarta-feira (25), sem esconder a proximidade com os vereadores, Abilio disse que deseja que o processo ocorra sem disputa interna. Ao mesmo tempo, defendeu o direito da atual presidente, Paula Calil, disputar a reeleição. Segundo ele, a legislação permite a recondução ao cargo e não há impedimento jurídico, citando entendimento já consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todo mundo sabe da minha afinidade com o vereador Dilemário, ele é o líder do governo. Eu torço muito para que o projeto dele dê certo, mas eu também torço para que a Câmara entre em um consenso, e que não haja essa disputa ou essa briga, mas que haja um consenso entre os vereadores e que eles entendam o que é melhor para o Legislativo. Torço pela Paula também, para que ela possa ter a possibilidade disso, de ser reconduzida. Respeito os outros projetos que estão em andamento”, explicou.

Abilio apontou que há pelo menos quatro pré-candidaturas em construção. Ele, no entanto, acendeu o alerta para articulações que estariam sendo feitas com apoio da oposição. Sem citar diretamente quais projetos, o prefeito afirmou que candidaturas ligadas a opositores podem comprometer a relação entre o Executivo e o Legislativo no segundo biênio do mandato.

“São três ou quatro candidaturas que estão em vigor. Agora, a única coisa que eu me preocupo, pelo bem da relação entre o Legislativo e o Executivo, é que existem alguns projetos que estão sendo construídos pela oposição. Eles tentam criar dificuldade para o Poder Executivo, prejudicando qualquer avanço que nós tenhamos”, emenda.

Por fim, o prefeito reforçou que a escolha da Mesa Diretora é uma decisão interna dos vereadores, mas defendeu que o processo leve em conta a estabilidade política e a continuidade das ações da prefeitura nos próximos anos.

Dos 27 vereadores, são declaradamente de oposição Maysa Leão (Republicanos), Pastor Jefferson Siqueira (PSD), Dídimo Vovô (PSB), Adevair Cabral (Solidariedade) e Daniel Monteiro (Republicanos).

(GD)

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