O Governo Federal confirmou nesta segunda-feira (6) que o preço mínimo do maço de cigarro subirá de R$ 6,50 para R$ 7,50 em todo o país. O aumento da alíquota para 3,5% é a peça-chave para compensar o pacote de R$ 31 bilhões anunciado para conter a disparada dos combustíveis.
O objetivo da equipe econômica é usar a arrecadação extra do fumo para bancar o subsídio de R$ 1,52 no litro do diesel e a desoneração do gás de cozinha (GLP) e do biodiesel, sem causar rombo nas contas públicas.
A manobra tributária também foi desenhada para socorrer o setor aéreo. Com o aumento do imposto sobre os cigarros, o governo conseguiu zerar o PIS/Cofins do querosene de aviação até o fim do ano.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), sem essa intervenção, as passagens sofreriam um reajuste imediato de 20% devido às tensões no Oriente Médio que encareceram o petróleo.
Além da subida no preço do fumo, o plano inclui subvenções diretas ao diesel importado e nacional para os meses de abril e maio, além de linhas de crédito de R$ 2,5 bilhões para empresas aéreas.
Até o momento, 25 estados já aderiram ao programa, que depende da participação dos governadores para que o desconto total do combustível chegue efetivamente às bombas dos postos.
(RepórterMT)



