A Justiça de Mato Grosso homologou a prisão de Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como MC Mestrão, detido na manhã de hoje (31), durante a Operação Ruptura CPX, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) contra integrantes de uma facção criminosa com atuação em Cuiabá.
A decisão foi proferida oralmente pela juíza Henriqueta Fernanda, que considerou regular o cumprimento do mandado de prisão expedido pelo próprio juízo. Segundo a magistrada, não houve irregularidades na detenção, motivo pelo qual homologou a prisão do investigado.
Durante a audiência de custódia, a defesa apresentou um pedido após o encerramento da sessão. Diante disso, a juíza determinou que o processo permaneça aberto para análise posterior do requerimento.
Sobre o réu
MC Mestrão é apontado pelas autoridades como um dos envolvidos na estrutura da facção, sendo responsável por divulgar conteúdos que exaltavam o grupo criminoso e suas lideranças, além de manter contato com integrantes de alto escalão.
As investigações também indicam que ele prestava apoio logístico à organização, incluindo a disponibilização de locais para esconder veículos de origem ilícita.
Nas músicas divulgadas, o artista faria referências diretas à dinâmica interna da facção, mencionando ordens, disciplina e punições impostas dentro das comunidades sob influência do grupo.
Leia mais – Saiba quem é MC Mestrão, preso em operação contra facção criminosa em Cuiabá; vídeo
Operação Ruptura CPX
A Operação Ruptura CPX cumpriu 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo.
As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado por envolvimento em crimes como tráfico de drogas, furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, lavagem de dinheiro e domínio territorial em bairros da região metropolitana.
(RepórteMT)


