Carol Solberg foi suspensa por ter comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia no fim do ano passado. Segundo informações do jornalista Juca Kfouri, no portal UOL, a atleta recebeu a punição da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por “conduta antiesportiva” e não poderá disputar a primeira etapa do Circuito Mundial deste ano, em João Pessoa, em março. O ge confirmou a informação com a equipe da jogadora, que preferiu não se pronunciar sobre a decisão.
Carol Solberg comemorou a prisão de Bolsonaro no dia 23 de novembro do ano passado, após conquistar o bronze no Mundial na Austrália junto com Rebecca. A medalha garantiu à dupla recém-formada o primeiro lugar no ranking de vôlei de praia. Em entrevista à organização do torneio ainda em quadra, Carol posicionou-se sobre a prisão do ex-presidente na véspera do jogo.
— Esse é um dia incrível para mim. Estou muito feliz. E também é um dia incrível para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da história do Brasil. Bolsonaro está na prisão e é muito importante que celebremos. Estou muito orgulhoso de ter esta bandeira agora. Jamais poderia acreditar que teríamos um presidente assim. Então é algo que temos que celebrar — disse a atleta na ocasião.
Segundo o jornalista do UOL, a FIVB decidiu suspender Carol Solberg apoiando-se no Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar, o qual aponta como “conduta antiesportiva” insultos, gestos, sinais ou linguagem ofensivas, demonstração de natureza não esportiva e comportamento que traga descrédito ao esporte e/ou à entidade. Até o momento, a FIVB não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Com a suspensão, Carol Solberg ficará fora da primeira etapa do Circuito Mundial da temporada de 2026. O Beach Pro Tour Elite 16 é disputado entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa, na Paraíba. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também não se pronunciou sobre o caso. (GE)

