O projeto Cinema Itinerante Cuiabano, promovido pela ACUBA com realização da Secretaria de Audiovisual, Ministério da Cultura e Governo Federal, segue levando sessões gratuitas de cinema a comunidades da Baixada Cuiabana. A iniciativa, que estreou em janeiro de 2026, já passou pelos bairros Araés, Mapim, Residencial José Carlos Guimarães, Terra Nova e Residencial Colinas Douradas, com a proposta de democratizar o acesso ao audiovisual e aproximar a produção regional do público.
O circuito itinerante integra cultura, cidadania e lazer, reunindo famílias, estudantes e moradores em exibições abertas que priorizam comunidades com menor acesso a equipamentos culturais. A programação apresenta curtas-metragens produzidos em Mato Grosso, fortalecendo o cenário audiovisual local e ampliando a formação de público.

Entre as obras exibidas estão “Cores Queimam” e “Me Leve no Esquecimento”, de Felippy Damian; “O Rio que Me Beija”, de Ângela Coradini; “Como Levar Meu Avô para o Céu”, de Wanderson Lana; e “Caracóis”, de Bia Lobo. A curadoria busca contemplar diferentes faixas etárias e realidades sociais, promovendo identificação e diálogo com as comunidades atendidas.
A expectativa é que cerca de cinco mil pessoas sejam beneficiadas ao longo do circuito, que seguirá percorrendo bairros de Cuiabá e Várzea Grande. Além das sessões em telão, o projeto conta com o caminhão-cinema, estrutura móvel que amplia o alcance das exibições e permite levar a experiência audiovisual a regiões com menor infraestrutura cultural.

Para a presidente da ACUBA, Zilda Barradas, a iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de inclusão social. “Quando o cinema chega aos bairros, ele abre portas para novas experiências e amplia horizontes. Nosso objetivo é fazer com que cada comunidade se veja representada nas telas e perceba que o audiovisual também pertence a ela”, destacou.
O Cinema Itinerante Cuiabano busca consolidar o audiovisual como ferramenta de formação cultural, valorização da produção regional e fortalecimento dos vínculos comunitários, levando o cinema para além das salas tradicionais e conectando-o diretamente às comunidades.

