Apontado hoje como o maior “entrave” para a definição das chapas do bloco governista para a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Sebastião Rezende disse estar tranquilo quanto ao seu futuro político nesta reta final de janela partidária. Segundo ele, caso o bloco não encontre nenhum partido para acomodá-lo, seguirá no União Brasil, mesmo que isso enfraqueça a chapa de deputados da legenda.
Rezende era nome certo na Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), mas a intervenção da executiva nacional, na última segunda-feira (30), destituindo o diretório estadual do PRD, afetou a montagem da chapa. Desde a última terça-feira, os principais líderes partidários e deputados estudam como acomodar os pré-candidatos da federação sem enfraquecer as demais chapas.
De todos os nomes que iriam para a federação, o de Rezende é o que enfrenta maior resistência dos outros partidos. Com projeção de receber mais de 40 mil votos, os demais pré-candidatos temem servir de “escada” e ver as chances de eleição reduzidas.
A estratégia é que o parlamentar vá para um partido que tenha condições de eleger quatro ou mais deputados. Porém, para Rezende, a definição dos arranjos não caberá a ele, apesar de citar como opções o Podemos, Republicanos e até o PL.
“Não recebi convites de nenhum desses partidos, mas são essas as possibilidades”, relatou o deputado após reunião na sede do União Brasil.
O deputado reconheceu que a atual chapa do União inviabiliza a chegada de novos nomes e que o ideal seria a manutenção de apenas dois nomes com mandato. Entretanto, ressaltou que, atualmente, ele é membro do partido e os arranjos devem ser construídos em conjunto.
“Caso não tenha (arranjo político), estou no União Brasil e vou continuar trabalhando forte para que nós tenhamos uma chapa para eleger, na pior das hipóteses, três a quatro deputados.”
Rezende ainda minimizou a resistência que enfrenta por ser considerado um “puxador de votos”. “Partido que quer ser forte, precisa de nomes com densidade eleitoral”, disparou.
O deputado ainda observou que não levará em consideração a composição majoritaria na definição de seu partido. Ele falou que possui simpatia pela pré-candidatura do ex-governador Mauro Mendes (União) ao Senado, mas respeitará o posicionamento do partido pelo qual disputará a eleição.
“Tenho que esperar definir essas situações para me manifestar com firmeza”, assinalou.
fonte: Mídia Jur



