Com apenas dois dias para treinar no CT Joaquim Grava, Diniz explicou as mudanças no time titular em seu primeiro compromisso pelo Timão.
— Os jogadores receberam muito bem a minha chegada, e eu senti isso. O fator emocional era preponderante, até porque o time tinha trabalho, eu não peguei um deserto, muito pelo contrário, ganhou dois títulos nos últimos três meses. Era retomar a confiança e o ânimo e fiz alguns ajustes pequenos táticos, mudanças de posição, promoção do Kayke, volta do Garro e colocar o André perto do Raniele.
— Na parte tática, a gente trabalhou um pouco também, mas tentei não confundir a cabeça dos jogadores e deixá-los à vontade para fazerem o que fosse mais confortável durante o jogo. O que valeu muito foi a entrega, principalmente no primeiro tempo, que não nos encontramos muito no jogo, mas na defesa foi muito solidária.
O Corinthians volta a entrar em campo no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), contra o rival Palmeiras, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
— É o maior clássico para o Corinthians, e a gente sabe que é um jogo tradicional e o Palmeiras vive um momento muito bom, está na liderança do Brasileiro. É um jogo que a gente vai encarar como tem que ser encarado quando jogam Corinthians e Palmeiras.
Confira outras respostas de Diniz na entrevista coletiva:
Posicionamento de André
— O André sente mais conforto e onde ele tem a projeção de carreira ainda maior é nessa posição. Ele é um camisa 8 clássico e o futuro dele é brilhante. Esse menino tem que aproveitar enquanto está aqui e acho que só vai evoluir. Tem muita força, técnica, é dinâmico e tem a cara do Corinthians também.
Pressão da torcida
— No meio do primeiro tempo a gente começou a baixar muito as linhas de marcação e não tinha necessidade e o time deles empurrou a gente pra trás. No intervalo a gente ajustou com o vídeo e o mais importante é o time se reconectar com a torcida, porque essa combinação vai fazer o Corinthians ficar muito forte. Respeitar a chateação do torcedor e o torcedor pode ter certeza que os jogadores são muito dedicados, às vezes as coisas não acontecem por motivos diversos, mas eles estão se dedicando muito para que as coisas voltem a acontecer.
Revezamento para a Libertadores
— Não acho falta de respeito, cada equipe tem uma concepção, um elenco diferente e alguns clubes do Brasil o primeiro e o segundo time se equivalem. Eu não vejo como desrespeito de nenhum clube do Brasil desrespeitar a Libertadores. Até porque é sonho de todo time no Brasil ganhar uma Libertadores. Pode perguntar pra jogado, torcedor, treinador, dirigente eles vão escolher a Libertadores, é a Champions League da América. Todo mundo quer ganhar a competição.
Estilo de jogo
— Essa característica faz parte do meu trabalho, jogo de mobilidade. Vai precisar treinar em todos os aspectos, fazer ajustes e, para o jogo de hoje, no tempo que a gente teve, eu dei ênfase maior no sistema defensivo, tentar sustentar marcação mais alta e colocar um pouco de mobilidade. O time vai se beneficiar, os jogadores gostam da posse, o Garro é um desses e já se beneficiou mesmo com pouco tempo, o Bidon também e muitos jogadores têm facilidade para esse jogo.
— O jogo de mobilidade serve pra muitos momentos. Quando o time adversário está jogando com linha baixa a gente tem que fazer um jogo mais posicional, então a gente vai trabalhar em todas as frente. E no jogo de mobilidade o treinamento é constante e é um jogo mais aberto e dá mais trabalho para treinar e arrumar combinações diferentes. É um jogo mais caótico, mas o time consegue ter domínio, então requer muito treinamento e evolução constante. A gente vai trabalhar aos poucos e vai ser vagaroso, até porque, neste começo, não vou ter muito tempo para treinar, mas deve acontecer.
Gramado e dificuldade no primeiro tempo
— É um hábito que eu tenho, não é por causa do gramado. E sobre o primeiro tempo, é difícil jogar aqui. É um jogo de poucas finalizações e o time vive um momento em que os jogadores não estão tão confiantes para tentar jogadas que estão acostumados. E esse time do aspecto defensivo que oferece pouca chance, um dos menos vazados do campeonato argentino. Então é difícil fazer jogo com muitas finalizações na casa do Platense, o jogo teve só seis finalizações, número baixo, jogo muito truncado com muito embate e a equipe está de parabéns por suportar o jogo e mereceu a vitória.
Sonho de Libertadores
— A gente tem que acreditar sempre. A Libertadores é um sonho para o torcedor corintiano. O time tem quase 120 anos de história e tem só uma Libertadores. Então a gente vai fazer tudo possível, o time tem qualidade e condição e pode sonhar com essa conquista, é o mínimo que a gente tem que fazer, acreditar e lutar por isso. (GE)