Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último fim de semana levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio. A interrupção da navegação provocou forte alta nos preços da energia, com o barril de petróleo disparando cerca de 13%, chegando a US$ 82, o maior nível desde janeiro de 2025.
Localizado entre Omã e o Irã, o estreito é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de grande parte do gás exportado pelo Catar. Qualquer bloqueio na região impacta diretamente os mercados globais e encarece combustíveis e produtos.
Diversos países da região suspenderam operações de energia por precaução: o Catar interrompeu a produção de gás natural, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e o Curdistão iraquiano e Israel paralisaram atividades em campos de petróleo e gás. No Irã, explosões ocorreram próximas à ilha de Kharg, maior ponto de exportação de petróleo do país.
O estreito tem histórico de tensão geopolítica e, desde os anos 1980, os EUA mantêm presença militar para garantir a segurança da navegação. Analistas alertam que a duração da interrupção definirá se os preços continuarão elevados ou poderão recuar. Países como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita já investem em rotas alternativas para reduzir a dependência da passagem marítima.
(RDM Online)

