Fotos: Assessoria

Foi uma noite daquelas que misturam informação, identificação e, principalmente, acolhimento. Neste sábado (28), a ginecologista Bruna Ghetti lançou o livro Quarentei – O guia médico que toda mulher 40+ merecia ter em um encontro que foi além de um simples lançamento. Virou conversa, troca e, em muitos momentos, quase um desabafo coletivo.

Entre as presenças mais aguardadas estava a sexóloga Cátia Damasceno, que assina o prefácio da obra e ajudou a dar o tom leve e direto que marcou toda a noite.

Com mais de 15 anos de consultório, Bruna transformou o que escutou ao longo da carreira em um livro que parece conversar olho no olho com quem lê. Não é sobre teoria distante. É sobre o que chega no consultório todos os dias: dúvidas, inseguranças, mudanças no corpo, no humor, na vida.

A proposta é justamente essa. Tirar a menopausa do lugar de medo e silêncio e colocar luz sobre o que, na prática, toda mulher acaba vivendo — só que, muitas vezes, sem informação suficiente.

Quando falou sobre o livro, Bruna não escondeu a emoção. Disse que o projeto nasceu da vontade de alcançar mais mulheres do que seria possível dentro do consultório.

“Eu tô muito feliz pela oportunidade, pela honra de cuidar de mulheres através do conhecimento… de chegar em lugares onde a gente não consegue chegar individualmente, mas agora contribuindo de forma coletiva”, disse.

Cátia entrou na conversa como quem já conhece bem esse universo. Com a naturalidade que a tornou referência nacional, ela reforçou o quanto informação acessível ainda faz falta quando o assunto é sexualidade e saúde feminina.

“É uma alegria saber que a gente vai conseguir levar saúde pra tantas mulheres de um jeito simples, direto, sem complicar”, comentou.

E foi justamente nesse tom que um dos momentos mais marcantes da noite aconteceu. Sem roteiro, sem formalidade, Cátia falou sobre a própria fase de vida e arrancou risos imediatos da plateia.

“Eu tô só começando. Te prepara que o melhor ainda está por vir”, disse, ao falar sobre a chegada aos 50 anos.

O livro passeia por temas que fazem parte da rotina, mas que nem sempre são discutidos com clareza: hormônios, alimentação, sono, saúde mental, atividade física. Tudo explicado sem linguagem difícil, sem distância, sem aquele tom técnico que afasta.

No fundo, a sensação que fica é que o livro não quer só informar. Quer acompanhar. Quer dar segurança. Quer, de alguma forma, fazer com que a mulher se sinta menos sozinha nessa fase.

O público, numeroso e atento do começo ao fim, parecia confirmar isso o tempo todo. Mais do que um lançamento, foi um encontro de experiências que, normalmente, ficam guardadas.

E talvez seja exatamente aí que está a força do Quarentei: transformar o que antes era vivido em silêncio em algo que pode, finalmente, ser dito…e entendido.

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