IPCA fica em 0,33% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,44%, acima dos 4,26% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a variação havia sido de 0,16%.

O resultado ficou levemente acima das projeções, visto que economistas esperavam alta de 0,32% no mês e de 4,43% no acumulado do ano.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,23%;
  • Habitação: -0,11%;
  • Artigos de residência: 0,20%;
  • Vestuário: -0,25%;
  • Transportes: 0,60%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,70%;
  • Despesas pessoais: 0,41%;
  • Educação: 0,02%;
  • Comunicação: 0,82%.

O grupo Transportes registrou alta de 0,60% em janeiro e foi o principal responsável pelo resultado do índice no mês, com impacto de 0,12 ponto percentual.

A principal pressão veio dos combustíveis, que subiram 2,14%, especialmente a gasolina, com alta de 2,06% e o maior impacto individual no índice (0,10 ponto percentual).

Também houve aumento no etanol (3,44%), no óleo diesel (0,52%) e no gás veicular (0,20%).

🚌 Transportes puxam inflação de janeiro

Ainda em Transportes, o ônibus urbano teve alta de 5,14% em janeiro, influenciado por reajustes de tarifas em várias capitais.

  • Fortaleza: reajuste de 20,00% (impacto de 15,87%), em vigor desde 1º de janeiro.
  • São Paulo: alta de 6,00% (9,18%), a partir de 6 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.
  • Rio de Janeiro: reajuste de 6,38% (5,32%), válido desde 4 de janeiro.
  • Salvador: aumento de 5,36% (5,19%), a partir de 5 de janeiro.
  • Belo Horizonte: alta de 8,70% (3,99%), em vigor desde 1º de janeiro, incluindo a gratuidade aos domingos e feriados, iniciada em 14 de dezembro de 2025.
  • Vitória: reajuste de 4,16% (2,70%), a partir de 12 de janeiro.

O metrô avançou 1,87%, puxado por reajustes em Brasília e São Paulo, que também afetaram o trem e a integração entre modais de transporte público na capital paulista. Já o táxi subiu 1,47%, refletindo aumentos de tarifas em Rio Branco, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador.

Na direção oposta, alguns itens ajudaram a conter a alta do grupo. As tarifas de transporte por aplicativo caíram 17,23%, e as passagens aéreas recuaram 8,90%, depois de terem registrado fortes altas em dezembro.

Outras variações em janeiro

O grupo Comunicação registrou alta de 0,82% em janeiro, puxado principalmente pelo aumento dos preços de aparelhos telefônicos (2,61%) e por reajustes em planos de serviços, que influenciaram os subitens TV por assinatura (1,34%) e combos de telefonia, internet e TV (0,76%).

Em Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,70% e teve a segunda maior variação entre os grupos, os principais destaques foram artigos de higiene pessoal (1,20%) e planos de saúde (0,49%).

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou levemente, de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio variou 0,10%, abaixo dos 0,14% do mês anterior, influenciada pelos seguintes movimentos de preços:

Quedas:

  • 🥛 Leite longa vida: -5,59%🥚 Ovo de galinha: -4,48%

Altas:

🍅 Tomate: 20,52%

  • 🥩 Carnes (média): 0,84%
    – 🥩 Contrafilé: 1,86%
    – 🥩 Alcatra: 1,61%

O grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, puxado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, que foi o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 ponto percentual).

  • 🟡 Em dezembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
  • 🟢 Em janeiro, a bandeira passou a ser verde, sem custo adicional ao consumidor.

Também houve influência do reajuste de 10,48% em Rio Branco, em vigor desde 13 de dezembro.

(Por Janize Colaço, g1 — São Paulo)

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