Policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, foi condenado por espancar a treinadora Débora Sander. (Foto: Montagem / RepóterMT)

A juíza Gisele Alves Silva, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, determinou a instalação de tornozeleira eletrônica no policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, condenado por espancar a personal trainer Débora Sander, em agosto de 2024, na Capital mato-grossense.

Foi dado um prazo de 48 horas para a instalação do equipamento, que deverá ser utilizado por 90 dias. Sanderson também terá que manter distância mínima de 500 metros da vítima, de familiares dela e de testemunhas, além de comparecer e comprovar participação no Grupo Reflexivo “Papo de Homem para Homem”, iniciativa da Polícia Civil de mato Grosso.

As medidas cautelares foram impostas após a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), composta pelos desembargadores Juvenal Pereira da Silva, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Lidio Modesto da Silva Filho, reduzir a pena do agressor. Inicialmente, ele havia sido condenado a 15 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro, lesão corporal e violência psicológica. Contudo, na última semana, a pena foi reduzida para um ano e nove meses em regime aberto.

A redução ocorreu porque o colegiado acolheu recurso da defesa ao afastar a condenação por estupro, mantendo as condenações pelos crimes de lesão corporal e violência psicológica.

Após a decisão do TJMT, Débora Sander usou as redes sociais para se manifestar contra a soltura do agressor. Em um vídeo, a personal relatou episódios que, segundo ela, ocorreram durante o relacionamento, afirmando que, além das agressões físicas, teria sofrido violência sexual e psicológica.

Ela contou que, além de ter sido espancada, era dopada e estuprada pelo policial. Débora também relatou que era obrigada a utilizar “cintaralho” (cinta com prótese peniana) e vibradores durante as relações sexuais. Ela publicou fotos de brinquedos sexuais de borracha, preto e rosa, além de lubrificante.

A personal afirmou ainda que Sanderson mantinha relações sexuais com outros homens e usava a imagem dela em redes de relacionamento para atrair os parceiros.

O processo tramita em segredo de Justiça, no âmbito Poder Judiciário de Mato Grosso.

O crime

O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. À época, Débora denunciou agressões físicas e violência psicológica, incluindo ameaças contra ela e contra o filho.

Após a denúncia, Sanderson chegou a viajar para o Rio de Janeiro e, posteriormente, foi preso em 1º de setembro de 2024, após ser comunicado pela Corregedoria da Polícia Civil para retornar ao serviço e prestar esclarecimentos na Delegacia da Mulher.

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