Mato Grosso é o segundo estado do Centro-Oeste com maior número de amputações de pênis provocadas por câncer. Entre 2021 e 2025, foram registrados 45 procedimentos no estado. No mesmo período, o estado contabilizou 39 mortes pela doença. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia e reforçam o alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
No recorte regional, Mato Grosso ficou atrás apenas de Goiás, que registrou 55 amputações. Mato Grosso do Sul aparece com 35 procedimentos, enquanto o Distrito Federal contabilizou 38 ocorrências. Em relação à mortalidade, Mato Grosso também ocupa a segunda posição entre os estados do Centro-Oeste. Goiás lidera com 99 óbitos, seguido por Mato Grosso com 39, Mato Grosso do Sul com 32, e Distrito Federal com 25.
Em todo o país, mais de 2,9 mil amputações de pênis foram registradas e 2.359 mortes pela doença entre 2021 e 2025. Entre os estados com maior volume de procedimentos estão São Paulo, com 547 registros, e Minas Gerais, com 476. Esses dois estados também lideram em número de óbitos, com 399 e 220 mortes, respectivamente.
Especialistas apontam que a dificuldade de acesso à atenção básica e a urologistas, especialmente em regiões mais afastadas, contribui para o diagnóstico tardio do câncer de pênis. A doença está associada principalmente à infecção pelo HPV, à higiene íntima inadequada e à falta de acompanhamento médico.
O urologista e cirurgião robótico, Fernando Leão Costa, afirma que o tumor é mais comum a partir dos 50 anos e 70 anos. A má higiene íntima e a fimose aumentam o risco da doença. Infecção pelo vírus HPV também é fator que contribuem diretamente para o desenvolvimento do câncer
A falta de higiene, a desinformação, o constrangimento em buscar atendimento e as infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV, estão entre os principais fatores para o desenvolvimento da doença, destaca o urologista.
fonte: A Gazeta

