Chico Ferreira

Mato Grosso registra seis desaparecimentos de pessoas por dia, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), enviados pela Secretaria de Segurança Pública ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Durante 2025, foram registrados 2.112 desaparecimentos, colocando o estado na 13ª posição no ranking nacional entre as unidades da federação com mais ocorrências desse tipo. Segundo o levantamento, 1.130 pessoas foram localizadas.

 

Os dados indicam que a maior parte das pessoas desaparecidas em Mato Grosso tem mais de 18 anos. Foram 1.476 registros nessa faixa etária, enquanto 624 envolveram crianças e adolescentes de 0 a 17 anos. Em outros 12 casos, a idade não foi informada. O levantamento também aponta predominância masculina entre os desaparecidos, sendo 1.445, contra 667 do sexo feminino.

 

Delegado e coordenador do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, Roberto Amorim explica que os registros englobam diferentes situações. Segundo ele, nos chamados desaparecimentos voluntários e involuntários, aparecem com frequência fatores como conflitos familiares, fuga motivada por violência doméstica, abuso, envolvimento com drogas e álcool, além de casos ligados a trabalho análogo à escravidão e exploração sexual. Já os casos classificados como desaparecimento forçado, costumam estar associados ao envolvimento com facções criminosas, o que torna as investigações mais complexas.

Segundo Roberto, grande parte dos registros acaba sendo solucionada, especialmente quando se trata de desaparecimentos voluntários ou involuntários. A localização das vítimas, porém, se torna mais difícil quando há indícios de desaparecimento forçado.

Ele explica que a tecnologia tem sido uma aliada importante nas investigações. Entre as ferramentas citadas está o Alerta Amber, sistema usado principalmente em casos de sequestro ou quando há risco iminente à vida da vítima. O mecanismo funciona por meio de convênio entre o governo do Estado e o Ministério da Justiça e permite a rápida divulgação das informações em um raio de até 180 quilômetros, normalmente em menos de 24 horas, ampliando as chances de localização.

Segundo Roberto, a população é fundamental para o avanço das investigações. Qualquer informação pode ser repassada pelo 197. Tudo é sigiloso.

 

fONTE: GAZETA DIGITAL

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