O governador Mauro Mendes (União Brasil) não acredita que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi motivada por força política. Mendes reforçou a influência de Jair no contexto eleitoral e disse que independente de onde esteja, “na prisão ou em casa”, o ex-presidente continuará interferindo no tabuleiro político.
“Temos que também ter claro que o Bolsonaro é uma grande liderança de um segmento importante do macro-espectro da política brasileira, que é a chamada direita ou centro-direital. E ele, na prisão ou em casa – e fico feliz de ele estar em casa nesse momento – é um líder que vai influenciar sim em muitos cenários eleitorais”, falou o governador nesta quarta-feira (25) em Várzea Grande.
Moraes acolheu parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) para que o ex-presidente cumprisse parte do 27 anos e três meses de condenação pela trama golpista em prisão humanitária com a família. A PGR ingressou com a representação após pedido da defesa de Jair que está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar broncopneumonia. Moraes vai reavaliar a condição de Bolsonaro em 90 dias e definir se ele retorna à Papudinha.
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MM APARECE EM LISTA DE FLÁVIO
Mauro Mendes é um dos políticos de Mato Grosso cujos nomes apareceram em anotações do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante visita a Jair na prisão. Pai e filho conversaram sobre as composições de chapas nas capitais do país e, MT, reconhecido como reduto eleitoral dos bolsonaristas entrou na pauta.
Antes da condenação pela trama do golpe, Jair Bolsonaro expôs a predileção por Mauro Mendes, o classificando um dos “soldados” que a direita poderia contar caso o governador fosse eleito ao Senado. A declaração fortaleceu o nome de Mendes à majoritária e endossou a possibilidade de composição de ‘dobradinha’ do União Brasil com o PL.
O Partido Liberal ainda tem esse espaço em aberto ao governador na chapa ao Senado, já que, até o momento, apenas o deputado federal José Medeiros (PL) foi confirmado como pré-candidato. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) forçou a entrada na direita por meio do sogro, o senador e pré-candidato ao governo, Wellinton Fagundes (PL), para ocupar o espaço, mas o presidente estadual Ananias Filho (PL) vetou a composição, deixando o caminho aberto a Mauro.
A dificuldade para selar a aliança entre o PL e o UB é a chapa ao governo. Mendes apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que estreitou seus laços com os bolsonaristas e ganhou a simpatia de alas do grupo, mas não conseguiu diluir o projeto eleitoral com Wellington. Esse conflito de interesses políticos é o impasse que fazo Mauro adiar a decisão à candidatura e composição com Medeiros.
(HNT)


