O mês de abril no Museu de História Natural de Mato Grosso chega com uma programação diversa e convidativa, pensada para promover encontros, descobertas e trocas entre público, natureza e conhecimento. Do barro ao canto dos pássaros, passando por saberes indígenas e experiências musicais para a infância, o Museu se transforma em um espaço vivo de conexão com a ciência, a memória e o território. Todas as atividades possuem inscrição gratuita.

Abrindo a programação, no dia 2 de abril, o Museu inaugurou a exposição temporária “Casulos”, da multiartista Cândida Ferreira. Em cartaz até dia 12 junho, a mostra reúne obras inéditas em cerâmica que investigam processos de criação em diálogo com a natureza, tensionando os limites entre controle e imprevisibilidade.
PROGRAMAÇÃO
A exposição “Casulos” nasce de pesquisas com argilas selvagens, esmaltes de cinzas e da incorporação de estruturas naturais como ninhos, cupinzeiros e casulos. Inserido no campo da ecoarte, o projeto propõe uma reflexão sobre cocriação entre humanos e outras formas de vida. “São seres vivos que também constroem com barro”, destaca a artista, que mantém ateliê no município de Nossa Senhora do Livramento e desenvolve investigações enraizadas no território mato-grossense.

Com caráter imersivo, “Casulos” também conta com uma videoarte assinada pelo cineasta Pê Mutz e uma paisagem sonora desenvolvida por Estela Ceregatti, ampliando a experiência sensorial do público. A programação inclui ainda oficinas de cerâmica e ecoarte, encontros interdisciplinares e atividades formativas com nomes como Ruth Albernaz e Tatiane de Assis, com a “Oficina de Escrita em Crítica de Arte”, um espaço de escuta, atravessamento e elaboração a partir das obras da exposição, fortalecendo o diálogo entre arte, ciência e meio ambiente.

No dia 8 de abril, em comemoração ao aniversário de Cuiabá, o Museu realiza a oficina “Asas da Imaginação”, às 9h. Ministrada pelo professor Jonilken Almeida, a atividade propõe uma travessia entre dinossauros, aves e educação ambiental, com observação de aves no entorno do Museu, uso de binóculos e identificação de espécies com auxílio de tecnologias digitais. Voltada para participantes a partir de 6 anos de idade, a oficina busca sensibilizar para a importância da biodiversidade e das mudanças climáticas.
Já nos dias 23 e 24 de abril, o espaço recebe o “XII Encontro Indígena”, reunindo diferentes povos de Mato Grosso em uma programação marcada por saberes, vivências e conexões. O encontro reafirma o Museu como território de escuta, valorização cultural e intercâmbio entre tradições.

Encerrando o mês, no dia 26 de abril, às 9h30, a “Roda Musical” convida bebês, crianças e famílias para uma experiência sensível por meio de sons, brincadeiras e movimento. Conduzida pela musicista Lívia Martins, a atividade estimula a diversidade sonora na primeira infância, com instrumentos lúdicos como chocalhos e fantoches, promovendo sociabilidade e vínculo familiar desde os primeiros anos de vida.
UM ESPAÇO DE HISTÓRIA E DESCOBERTAS
Patrimônio histórico de Mato Grosso, o Museu de História Natural está instalado em uma casa construída em 1942, às margens do Rio Cuiabá. O local já abrigou figuras importantes como Joaquim Murtinho e Francisco de Aquino Corrêa, e hoje reúne um rico acervo com fósseis de dinossauros, peças arqueológicas e etnográficas.

Aberto de terça a domingo, das 8h às 18h, o Museu oferece exposições permanentes, temporárias e itinerantes. Os ingressos custam R$12 (inteira) e R$6 (meia), com gratuidade aos domingos e feriados.
Para acompanhar a programação completa e participar das atividades, basta acessar o Instagram @museuhistorianaturalmt onde encontrará os links de inscrições ou entrar em contato pelo telefone (65) 99686-7701.

Em abril, o convite está feito: viver o Museu é também se reconectar com a natureza, a cultura e os saberes que atravessam o tempo.
(Por Beatriz Saturnino – Da Assessoria de Imprensa)



