A demanda pela soja brasileira seguiu aquecida durante todo o mês de junho e ganhou ainda mais intensidade neste início de julho, refletindo um cenário favorável às exportações. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a valorização do dólar frente ao real tem sido o principal fator por trás desse movimento, ao tornar o produto nacional mais competitivo no mercado internacional.
Com a moeda norte-americana em alta, os prêmios de exportação também se fortaleceram, estimulando produtores e empresas a intensificarem a comercialização da oleaginosa. Esse contexto tem favorecido a antecipação de negócios, especialmente voltados ao mercado externo.
No mercado interno, o reflexo imediato é a valorização dos preços da soja em grão. Segundo o Cepea, as cotações avançam mesmo diante das restrições provocadas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos, fator que limita parte da logística de exportação, mas não reduz o interesse dos compradores.
Os pesquisadores destacam ainda que o apetite dos importadores pela soja brasileira está levando à realização de contratos para embarques programados já para novembro. O comportamento é considerado bastante antecipado em relação aos padrões do mercado.
Na safra passada, negociações com esse horizonte começaram apenas em agosto e, mesmo assim, já eram vistas como adiantadas. Em 2026, entretanto, o ritmo de comercialização está ainda mais acelerado, evidenciando a forte demanda internacional e as expectativas positivas para a soja brasileira no comércio exterior.
Fonte: CenárioMT

