Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Paulo César Santos Vilela preso nesta sexta-feira (13) suspeito de matar a própria namorada Simone da Silva Matituzi, de 35 anos, disse em depoimento à Polícia Civil que a morte dela “foi um acidente”. O caso ocorreu em uma zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, 562 km de Cuiabá, na noite de quinta-feira (12).

Ao g1, o delegado responsável pelo caso Uendel Jesus disse que o suspeito apresentou uma versão sem coerência com o relato da testemunha e com as lesões encontradas no corpo da vítima.

“Ele nega e alega que foi algo acidental, porque eles pararam para ela fazer xixi e se agacha na frente do carro, e ele estava dirigindo de chinelo de dedo, que escorregou na embreagem e o carro passou por cima dela. Ele sai do veículo e vê que ela está debaixo, ele dá ré. Ele alega acidente não intencional”, afirmou.

A investigação aponta que o casal mantinha um relacionamento há cerca de um ano. A testemunha contou que estava com eles durante uma confraternização à noite num sítio na região. Na volta, o casal teria começado uma discussão.

O corpo de Simone foi encontrado com graves ferimentos na cabeça, mas estava desacordada. Ela foi socorrida e encaminhada ao hospital, porém, não resistiu.

A polícia ainda disse que o suspeito teria atropelado mais de uma vez a vítima e, em seguida, fugiu do local.

O caso dela foi o terceiro feminicídio em menos de uma semana. No ano, o estado já registrou seis casos de feminicídio, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPE). Porém, o número deve subir para sete com a inclusão de Simone na lista.

Comportamento do suspeito

Após o crime, o suspeito deixou o local e seguiu viagem em um carro de aplicativo até o município vizinho, em Pontes e Lacerda.

Esse comportamento chamou atenção da polícia, que passou a analisar o motivo pelo qual ele abandonou o próprio veículo e até desfeito do celular.

A região onde Simone foi encontrada fica num local isolado, o que dificulta a reconstituição dos fatos.

A Polícia Civil investiga o caso. (G1 MT)

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