A campanha “Carnaval Consciente” foi realizada na manhã desta quinta-feira (12) - Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Com foco na prevenção e na responsabilidade durante o período de festividades, a Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), promoveu a campanha “Carnaval Consciente”, com blitz educativa. Durante a mobilização, realizada nesta quinta-feira (12), servidores receberam materiais informativos e orientações sobre segurança no trânsito, prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), combate ao uso de drogas e enfrentamento à violência contra a mulher.

A coordenadora do NQVT, Nathália Sato, destacou que o pit stop de carnaval já integra o calendário institucional do TCE-MT e tem como objetivo ampliar a conscientização dos servidores. Segundo ela, a iniciativa também dialoga com o mês de orientação sobre o alcoolismo, reforçando a necessidade de informação qualificada em um período marcado pelo aumento do consumo de bebidas alcoólicas.

“O Carnaval é um momento de alegria, mas também exige responsabilidade. Muitas vezes o extrapolar traz reflexos negativos para a sociedade. Por isso, é fundamental trazer dados, alertas e conscientização. Neste ano, a campanha também incluiu orientações sobre os riscos do cigarro eletrônico, cuja popularização entre jovens tem acendido um sinal de alerta para a saúde pública”, alertou Nathália.

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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A parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) fortaleceu a ação. Além da entrega de materiais informativos, foram disponibilizados um etilômetro e óculos simulador de embriaguez, que distorce a visão e altera a percepção de distância. A coordenadora de Ações Educativas de Trânsito, Rosane Pölzl, ressaltou que a legislação deve ser compreendida como instrumento de proteção à vida.

“Quando alguém comete uma infração, está assumindo riscos para si e para os demais. O simulador permite que a pessoa perceba, na prática, como a embriaguez compromete a coordenação motora e a capacidade de avaliação”, explicou Rosane, lembrando que a tolerância zero ao álcool ao volante foi adotada justamente porque a sensação de controle após a ingestão de bebida é ilusória.

A relevância da campanha é reconhecida entre os servidores. Para o auditor público externo Gabriel Lopes, a ação funciona como um importante lembrete. “Se um for beber, o outro dirige. Se os dois forem beber, hoje existem alternativas como carro de aplicativo ou táxi. Não há desculpa”, pontuou. Já o auditor Maurício Freitas destacou a importância da rigidez das penalidades. “A multa tem caráter repressivo e precisa ser significativa para inibir a imprudência. O objetivo é evitar acidentes e mortes.”

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Durante a mobilização, servidores receberam materiais informativos e orientações.

A prevenção à saúde também integrou a programação. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá distribuiu preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante e materiais informativos. De acordo com a servidora da SMS, Kaline Brasil, o período carnavalesco exige atenção redobrada diante do crescimento dos casos de sífilis e HIV no Brasil e no mundo. “O SUS oferece diversas opções de preservativos, então não há desculpa para não usar. A prevenção é a forma mais eficaz de proteção”, afirmou.

Na mesma perspectiva, a Gerência de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) alertou para os riscos do consumo de substâncias ilícitas e principalmente do cigarro eletrônico. “Muitas vezes os efeitos aparecem no longo prazo. O cigarro eletrônico pode funcionar como porta de entrada para outras drogas, e é preciso desmistificar a ideia de que determinadas substâncias não causam danos”, salientou a representante Taiza Soares Cavalcante.

O enfrentamento à violência contra a mulher também foi pauta da campanha. A assessora da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, Patrícia Matos, explicou que, embora os casos ocorram durante todo o ano, no Carnaval as ocorrências tendem a se intensificar em razão de fatores como o consumo de álcool.

“Estamos preparados para oferecer acolhimento psicológico e jurídico, além de encaminhamentos necessários. Também atuamos na empregabilidade para que essas mulheres possam romper o ciclo da violência”, afirmou Patrícia. Segundo ela, levar essas informações ao ambiente institucional amplia o acesso aos serviços e fortalece a rede de proteção.

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