A residente mais antiga do Zoológico de Berlim, na Alemanha, acaba de completar 69 anos de idade. Trata-se de Fatou, uma gorila-ocidental-das-terras-baixas que vive lá há mais de meio século. A primata agora é considerada a gorila mais velha do mundo em cativeiro.
Fatou chegou ao seu atual lar em 1959, ainda na época em que a Alemanha era dividida sob o controle capitalista e soviético. Segundo um comunicado, acredita-se que a gorila tinha cerca de 2 anos quando passou a viver no zoológico.
Agora, ela comemora suas quase sete décadas de vida com direito a um banquete de tomates-cereja, beterrabas, alho-poró e alface. Um bolo de aniversário tradicional não seria adequado à Fatou, já que ela não pode comer uma concentração de açúcar tão alta. Coisas da idade.
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Trajetória de Fatou
Mesmo que não tenham certeza do dia de aniversário de Fatou, os funcionários do zoológico consideraram que dia 13 de abril é data para a comemoração. Pertencente à subespécie gorila-ocidental-das-terras-baixas (Gorilla gorilla gorilla) de menor porte, a primata provavelmente nasceu na região da África Ocidental.
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Ela teria sido retirada do seu habitat por um marinheiro e vendida a um comerciante de animais francês pelo porto de Marselha. Depois de chegar ao zoológico alemão, Fatou recebeu o tratamento adequado para que pudesse viver muito além da média que a sua espécie vive – entre 35 a 40 anos na natureza.
Por atingir uma idade muito avançada, a gorila vive em um recinto próprio, evitando contato com outros indivíduos da sua espécie. Além de ter perdido os dentes e sofrer com alguns problemas de artrite, ela já tem seus pelos numa coloração mais acinzentada devido ao envelhecimento.
Como destaca reportagem da DW, Fatou tem descendentes vivendo com ela. Em 1974, ela deu à luz a Dufte, primeiro gorila nascido no zoológico. Sua neta, M’penzi, ainda é viva e lhe faz companhia. Até o começo desse ano, Fatou também tem pelo menos três tataranetos.
Os gorilas-ocidentais-das-terras-baixas são uma espécie classificada como “criticamente ameaçada” pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). As principais causas para a queda populacional contínua são fatores como caça, doenças e perda do habitat devido à mineração e ao desmatamento.
(Por Fernanda Zibordi)



